O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou um esquema de segurança ampliado para o julgamento de Jair Bolsonaro e de outros réus acusados de participação na tentativa de golpe de Estado. A operação inclui vigilância na sede da Corte, na Praça dos Três Poderes, e também nas residências dos ministros em Brasília.
Segundo informações do tribunal, agentes de inteligência elaboraram planos individualizados para cada ministro, levando em conta a região onde residem e as características de suas moradias. O reforço também prevê varreduras regulares e monitoramento permanente, em regime de revezamento, para impedir acessos não autorizados às instalações.
A medida permanecerá em vigor até a posse do ministro Edson Fachin como presidente do STF, marcada para 29 de setembro.
O julgamento de Bolsonaro e dos réus apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como parte do “núcleo crucial” da denúncia terá início nos próximos dias e deve se estender por oito sessões ao longo de cinco dias.