A Justiça de Mato Grosso decidiu manter preso Divino Ventura Neris, acusado de atropelar e matar Jéssica Dávila Machado, de 33 anos, durante uma tentativa de fuga em Canarana, a 823 km de Cuiabá. A decisão foi tomada pelo juiz Carlos Eduardo de Moraes e Silva, da 2ª Vara Criminal, na tarde de quinta-feira (5), após audiência de custódia.
O caso, que comoveu a cidade, aconteceu por volta das 6h da manhã, no bairro Nova Canarana. Jéssica levava o filho de 4 anos para a escola em uma bicicleta quando foi atingida por um carro furtado, conduzido por Divino. As câmeras de segurança da região registraram o momento em que o veículo passa em alta velocidade e atinge a mulher e a criança. Jéssica morreu no local e o menino foi socorrido com ferimentos, sendo levado a um hospital em Água Boa. O estado de saúde dele não foi informado.
Após o atropelamento, moradores que presenciaram a cena conseguiram imobilizar o motorista até a chegada da Polícia Militar. Segundo os agentes, Divino não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e havia acabado de roubar o veículo usado na fuga.
Durante a audiência, a defesa pediu que a prisão fosse substituída por medidas cautelares, alegando que o acusado estaria com confusão mental no momento do crime. O pedido, porém, foi negado. Na decisão, o magistrado destacou que não há elementos que comprovem incapacidade mental do suspeito e que o ato praticado exige resposta firme do Estado.
O juiz ressaltou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública. Com isso, Divino permanecerá preso enquanto o processo segue em andamento.
Jéssica Dávila era muito conhecida na comunidade e costumava levar o filho à escola todos os dias de bicicleta. A morte dela gerou grande comoção na cidade e nas redes sociais, onde moradores e amigos prestaram homenagens e mensagens de apoio à família.


